GESTÃO DO CONSULTÓRIO
Google Agenda serve para consultório de psicologia?
Serve para marcar. Não serve para confirmar, cobrar, registrar nem proteger dado de paciente. Onde o gratuito acaba e o clínico começa.
Resposta curta: para marcar horários, serve — é gratuito e todo mundo sabe usar. O problema é que agenda de consultório não é só marcar. É confirmar, cobrar, registrar e proteger. E aí o Google Agenda para na primeira curva.
Onde ele funciona
Visualização limpa, recorrência, convites, sincronização entre aparelhos. Para um consultório nascendo, com três pacientes e caderno de anotações, quebra o galho honestamente.
As quatro paredes onde ele bate
1. Lembrete ≠ confirmação
O Google notifica você (e o convidado que aceitou o convite — o que exige expor o e-mail do paciente num evento). O que reduz falta é outra coisa: mensagem no WhatsApp do paciente com "Confirma?" e a resposta atualizando a agenda. A diferença está medida aqui.
2. Dados de paciente em ferramenta genérica
Nome do paciente + horário recorrente com psicólogo = dado sensível dedutível, vivendo numa conta Google pessoal, possivelmente sincronizada com outros aparelhos e visível em telas compartilhadas. Para a LGPD, longe do ideal; para o sigilo, também — o checklist completo.
3. A sessão não conversa com nada
Atendeu — e o registro? A cobrança? O recibo? Tudo manual, em outras ferramentas, sem vínculo. O evento da agenda é uma ilha.
4. Cancelou, e agora?
Sem lista de espera, o horário vago morre vago. Sem histórico de faltas, o padrão do paciente é invisível.
O upgrade sem drama
A régua honesta: quando faltas, cobranças manuais e registro solto começarem a custar mais de R$ 79/mês do seu tempo — o preço do plano de entrada de uma agenda clínica de verdade —, o gratuito ficou caro. E se você gosta do ecossistema Google: o Theravus sincroniza com o Google Calendar, então a visualização que você ama continua, com confirmação, cobrança e prontuário por trás.